sexta-feira, 22 de outubro de 2010
O caso Bolinha de Papel de José Serra - A Globo mente em cadeia nacional
Felizmente, alguém que tem cosciência, não digo nem política, mas consciência cidadã mesmo, e habilidade nessas coisas de vídeo, pegou a mentira da Globo no flagra e fez um vídeo explicando.
#globomente está em 1º lugar nos tópicos do Twitter. Faça do Twitter algo de útil para todos nós e divulgue isso por lá também.
Abaixo, o vídeo explicando a videomentira da Globo. Se houvesse um conselho de comunicação, seria para fiscalizar e conferir à sociedade algum controle sobre episódios de uso da televisão para disseminar mentiras em cadeia nacional. E não para promover o nazismo, como a Globo quis dizer ontem que era.
Abraços.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A Tragicomédia das Eleições para o GDF
Eu acho que não preciso dizer muita coisa. As imagens são muito melhores que eu.
Pra quem achava que o Joaquim era engraçado, não deixe de ver a sua esposa. Em 50 anos de casados, ela o superou de longe na arte da tragicomédia.
:: Só um aviso aos desavisados - Não vote numa piada dessas. Piada é pra rir, não pra votar::
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Sem proselitismo – Declaração de voto para distrital
Sem mais delongas, digo a quem interessar que o meu voto para deputado distrital será de Rafa Madeira – 50500 – do PSOL. E vou dizer o porquê dessa escolha. Quem quiser mais detalhes ou esclarecer algum ponto específico, é só entrar em contato comigo.
A candidatura do Rafa tem limitações de princípios – ele não faz certos tipos de alianças e nem muda suas propostas apenas para chegar mais perto da vitória nas urnas – o compromisso é com a classe trabalhadora e suas necessidades, mesmo sabendo que isso pode dificultar em muito a vitória nas urnas. A questão é que para o Rafa, a “vitória nas urnas” está em segundo plano. Por mais estranho que isso pareça, isso muito me alegra: a grande vitória é agregar o máximo de pessoas possível a um outro projeto de sociedade, radicalmente comprometido com a justiça, com a igualdade e com a ética, um projeto de reconstrução dessa cidade que foi erguida em corrupção desde que foi fundada. Para nós, isso vale mais do que a vitória a qualquer custo.
Eu poderia falar de propostas, ou poderia falar do posicionamento político, e essas coisas que são pressupostos de qualquer candidato a político. Mas eu digo a vocês por que eu me sinto tão confiante para votar no Rafa, mesmo em tempo de generalizado desencantamento político no DF.
Estava eu, em dezembro em 2008, à véspera do Natal, pensando na forma como eu deveria passar essa data, que, fora o caráter capitalista, simboliza algo tão importante na minha vida. Pensei que naquele ano eu iria fazer diferente. Queria fazer algo que melhor combinasse com a postura e a vida de Jesus Cristo. Fiquei matutando, até que tive a ideia de passar o natal com os meninos do Giração, um excelente trabalho com meninos e meninas em situação de rua do Distrito Federal. Para lá eu fui. E lá encontrei, além dos meninos que ali passaram um natal farto e fraterno, pessoas conhecidas e envolvidas com aquele trabalho. O fato é que nem sei como foi que se deu, mas naquela mesma noite eu conheci o Rafa e estava conversando com ele como se nos conhecêssemos há muitos anos. Eu acho que aconteceu de que o sentimento que temos é semelhante e antigo. De amor à justiça, de amor e reverência às crianças, e os sortidos sonhos de um tempo vindouro melhor. Esse sentimento é antigo, vem desde o primeiro natal, e aproxima e estreita as pessoas que dividem esse amor, mesmo que elas se conheçam há poucos instantes.
Se isso pra mim não bastasse, que bastem pra mim os encontros depois desse dia. Nos encontramos nas barricadas da vida, onde vivemos em vida aquilo que amamos e sonhamos. No dia do massacre promovido pelo então imperador Arruda, e executado pelos cavaleiros do apocalipse, onde choramos com as bombas de lacrimogênio e tomamos bordoadas pela defesa da nossa cidade, sem arredar os pés. Mal sabia o carunchoso Arruda que o apocalipse que aqueles cavaleiros anunciavam era o dele mesmo. E depois nós marchamos juntos muitas vezes pela ruína da corrupção que humilhava Brasília mais do que já pareceu ser possível, e depois nós fizemos vigílias, e fizemos campana, ocupando a sede da Câmara Legislativa, onde com muitos companheiros lutadores dormimos por dias, ele mais do que eu, alimentando a chama da justiça que veio queimar uma leva de corruptos, ainda insuficiente para moralizar a cidade, mas amostra suficiente para porvar que o povo mobilizado tem poder para transformar. Vejo na candidatura de Rafa Madeira uma chance de sermos representados por um que é dos nossos, não por que disse que o é, mas porque se fez povo na medida em que agiu como povo, e eu me sinto parte dessa candidatura. E tem mais histórias para contar, mas por ora já basta pra dizer o que eu queria ter dito.
O nome dele é Rafa Madeira, o nº 50500, para Deputado Distrital.
Nessas eleições, eu votarei Rafa Madeira, o cara com quem passei a noite de natal com mendigos.

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Para mais do que isso, me escreva,
Para mais sobre o Rafa, acesse: http://www.rafamadeira.com.br/
sábado, 31 de julho de 2010
Ministério Público quer fim da propaganda de obras
'Laranja' como o novo GDF. Essa é a nova tendência da estação em Brasília. O governador tapa-buraco gostou da moda do antigo mandatário, Roriz Segundo, ou melhor, Arruda. “Eu quero um bauuldi naranja... cheím de tinta naranja, que é pra pintá essa Bras-ilha com a cor que representa o meu mandato”, diria Rogério Rosso encarnado e representando Roriz Terceiro.
Muda tudo no DF: a famigerada “Linha Verde”, batizada popularmente também como “Marginal Arruda”, agora é a “Nova EPTG”. A invenção de despachar no 'buritinga' agora é só história pra contar, e uma obra superfaturada de destruição das antigas instalações de um local destinado ao lazer da população taguatinguense, para a implementação da sede do governo numa obra mágica, capaz de fazer desaparecer uma parte do pobre salário do cidadão trabalhador, e fazer reaparecer no bolso dos empreiteiros sanguessugas, agora transformado em cifras milionárias. Aos poucos, vemos a cidade mudar de cor: assim como as árvores do cerrado vão cedendo lugar às de concreto e à ditadura do piche, e assim como o verde das folhagens esverdeadas vai perdendo espaço para as montanhas de barro e para as nuvens de poeira alaranjada, o mesmo processo se dá nas faixadas e placas-outdoors. Arruda, Paulo Octávio e sua turma faziam dez propagandas para cada metro de obra.
E quando digo propaganda, não me refiro apenas aos tradicionais boletins marqueteiros do GDF diariamente exibidos no horário nobre de vários canais. Eu falo de estratégias maiores. Falo de alguém que erigiu propagandas tão grandes, tão fortes, que se chegou ao ponto de Arruda e sua quadrilha cairem e as propagandas permanecerem aí firmes e fortes. Parabenizo o atual governador por seu árduo trabalho, mas lamento seu fracasso nessa missão de extinguir a praga verde que se instalou em todo lugar que a vista alcança. Nem mesmo sua praga laranja tem sido capaz. Foram inúmeros outdoors novos pela cidade, mas até hoje a praga verde ainda está por aí resistindo. O coitado mandou arrumar o layout dos sites do governo na internet, mas... pfff.. deem uma olhadinha pra ver que fracasso. Parece uma ou duas laranjas numa cesta de limões. Reparem que na foto da placa-outdoor, o novo governo pintou quase tudo de laranja, mudou o slogan e, com os demais símbolos que não conseguiu repintar, aplicou uma ideia brilhante! Simplesmente reduziu tudo a cinzas, quer dizer, preto e cinza.E não é só por isso que Arruda deve estar um pimentão verde de raiva: logo agora que o piche e o concreto de Arruda e PO começaram a secar e dar um gostinho aos motorizados da cidade, logo agora que eles iriam colher as arrudas, digo, os louros de suas empreitadas, o tapa-buracos chegou e pegou toda a glória... É justamente em tons laranjas que se diz pelas ruas que as “obras estão concluídas”. E logo em baixo, a nova balela: “um novo tempo”.
Mas o fato que me levou a escrever sobre o assunto foi a recente e afortunada ação do Ministério Público, que carcou o novo governador, obrigando-o a retirar em 48 horas todas as suas plaquinhas informativas mal intencionadas, descortinando o veneno marqueteiro que há por trás delas. Eu não estou na cidade pra ver, mas quando chegar, vou fazer meu passeio pra ver de novo a diferença de não ter um pop-up real pulando na minha cara o tempo inteiro ao andar pela cidade.

